quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PETIÇÃO PELO FIM DA REVISTA VEXATÓRIA NA FEBEM/FUNDAÇÃO CASA


PELO FIM DA REVISTA VEXATÓRIA NA FEBEM/FUNDAÇÃO CASA

ACESSE: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=revista-vexatoria

O Núcleo Especializado de Infância e Juventude da Defensoria Pública do Estado de São Paulo vem, por meio de nota pública, manifestar repúdio à continuidade da realização de revista vexatória à qual são submetidos todos os visitantes de adolescentes custodiados em Unidades de Privação de Liberdade nos diversos Estados Brasileiros.

A revista vexatória, como se sabe, é realizada de maneira manual, invasiva, com desnudamento total ou parcial das vestes, agachamentos repetitivos e inserção de objetos nas cavidades corporais, na tentativa de verificar a existência de algum objeto ilícito. Por causar intenso sofrimento físico e moral, acarretar humilhação social, não encontra amparo no ordenamento jurídico nacional e internacional, assemelhando-se ao tratamento cruel, segundo recente pronunciamento da Organização das Nações Unidas. Apesar de sua realização afrontar a dignidade inerente a todos os seres humanos, sua existência ainda persiste no Sistema Penal Brasileiro e com maior intensidade no Sistema Socioeducativo.

Apoiamos projetos de Lei em âmbito nacional e estadual que tratem do tema e clamamos aos demais Atores Sociais que se juntem a nós neste manifesto, a fim de sensibilizar o Poder Público, o Poder Judiciário e o Ministério Público quanto à patente ilegalidade desta forma de revista e sua substituição por métodos mecânicos.

Para ler a íntegra da Nota Pública, clique aqui: http://goo.gl/APrAk4

Contamos com sua participação nesta petição pública. Ajude-nos a acabar com essa prática ilegal.




Imagens do livro de procedimentos para a realização das visitas, publicado pela Fundação Casa.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

CARTA DENUNCIA - Adolescentes escrevem carta denunciando tortura na CASA VILA GUILHERME

Nesta segunda-feira, 10de novembro de 2014 a AMPARAR recebeu carta-denuncia dos adolescentes da Casa Vila Guilherme, relatando as torturas que tem ocorrido na Unidade contra eles. 

Deixamos a público a voz deste meninos que, encarcerados, são sumetidos as bárbaries do sistema, praticadas por funcionários e de responsabilidade da presidente da instituição e do governador do estado de São Paulo. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Quebrando as grades 06 de dezembro, na Amparar


Salve companheir@s,

No dia 06 de dezembro, das 9h30 as 16h, a Associação de amigos e familiares de prs@s AMPARAR vai realizar uma roda de conversa sobre encarceramento em massa e a luta pelo fim das prisões.

Serão convidados familiares, egressos, moradores da região, militantes dos coletivos políticos da zona leste e de demais locais, conselhos profissionais e intelectuais pra somar nesse bate papo e nessa luta.

A intervenção poética e musical fica por conta da casa!

O endereço é Rua Eugenio Albani, 150 - Sala F - Conjunto Jose Bonifacio (a 10 minutos da estação José Bonifácio da CPTM) - Lado Leste Itaquera.

Aguardamos seu retorno e até lá,

Abraços

Amparar

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Panfleto Amparar


PRISÕES ONTEM E HOJE

Poesia 2 de Outubro

No dia 2 de outubro de 1992, mais de 111 pessoas presas foram assassinadas pelo Estado na antiga Casa de Detenção Carandiru. Este fato ficou conhecido como Massacre do Carandiru. 

Relembrando os 22 anos do massacre e denunciando os massagres da atualidade, vários movimentos sociais e coletivos - inclusive a Amparar - estiveram nas ruas lutando pelo fim das prisões.

Nossa companheira, ex-presidiária, registrou essa data através de uma poesia, e compartilhamos aqui com vocês: 

 

2 de Outubro
Choro de Lagrimas Negras pelos 111

Negras pelo tempo
Negras pelas peles
Negras pela demora
Negras pelo sangue
Negras pelas ausências
Negras pelas indiferenças
Negras pela indiferença
Negras pelo desamor
Negras pelos abusos
Negras pelo sofrimento
Nefras pelas lutas
Ngras pela esperança
Negras e brancas , na luta da ressocialização para não existir mais nenhuma lágrima

Escrito por Tempestade