quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Panfleto Amparar


PRISÕES ONTEM E HOJE

Poesia 2 de Outubro

No dia 2 de outubro de 1992, mais de 111 pessoas presas foram assassinadas pelo Estado na antiga Casa de Detenção Carandiru. Este fato ficou conhecido como Massacre do Carandiru. 

Relembrando os 22 anos do massacre e denunciando os massagres da atualidade, vários movimentos sociais e coletivos - inclusive a Amparar - estiveram nas ruas lutando pelo fim das prisões.

Nossa companheira, ex-presidiária, registrou essa data através de uma poesia, e compartilhamos aqui com vocês: 

 

2 de Outubro
Choro de Lagrimas Negras pelos 111

Negras pelo tempo
Negras pelas peles
Negras pela demora
Negras pelo sangue
Negras pelas ausências
Negras pelas indiferenças
Negras pela indiferença
Negras pelo desamor
Negras pelos abusos
Negras pelo sofrimento
Nefras pelas lutas
Ngras pela esperança
Negras e brancas , na luta da ressocialização para não existir mais nenhuma lágrima

Escrito por Tempestade



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FEBEM/FUNDAÇÃO CASA - DENUNCIAS DE AGRESSÃO CONTRA ADOLESCENTES - COMPLEXO BRÁS



Familiares denunciaram espancamento constante contra os adolescentes, dentre eles o filho de uma das familias denunciantes, que foi agredido na lateral da cabeça e queixa de dor por conta da agressão.Também denunciaram que os adolescentes estão dormindo apenas com cueca quando chegam na unidade, como forma de tortura psicológica. Além disso, familiares reclamaram sobre a falta de recurso para o transporte para que as famílias possam visitar com frequencia os adolescentes.
Muitos relatos de denuncia também foram sobre as violência que estes adolescentes sofreram nas abordagens policiais, antes da entrada na unidade, assim como ameaças de morte, e que, ao ser relatado pelo Juiz não foi considerado tais fatos.
Diferente do que a mídia demonstra, a FEBEM/Fundação Casa não é o centro educativo para formação de grandes matemáticos, e sim um grande centro de concentração, que hoje no estado de São Paulo encarcera por volta de 10 mil jovens, em sua maioria negros e periféricos.As prisões e as torturas fazem parte da política de governo contra nós e a nossa juventude das periferias.

Por isso lutamos pela defesa dos direitos humanos e pelo fim das prisões!

domingo, 24 de agosto de 2014

Morte na Fundação Casa provoca protesto



Familiares e amigos do adolescente morto há oito dias se manifestam para buscar respostas sobre óbito suspeito

23/08/2014 - 16:23
Jornal A Cidade - Lucas Catanho
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Sérgio Masson
Mãe e familiares protestam em frente a Fundação Casa onde adolescente foi morto (Foto: Sérgio Masson)
Familiares e amigos do adolescente Fabrício de Souza Araujo, 16 anos, protestaram em frente à unidade Rio Pardo da Fundação Casa no início da tarde de ontem, em Ribeirão Preto.
De acordo com a mãe do jovem, a açougueira Maria do Socorro Marçal da Silva, 36 anos, a manifestação teve como principal objetivo buscar respostas à morte suspeita do adolescente ocorrida no último sábado, dia 16 de agosto.
O protesto pacífico ocorreu uma semana depois da morte do interno da Fundação Casa. Pessoas próximas ao jovem, como a mãe dele, acreditam na hipótese de que o adolescente morreu em decorrência de agressão e não engasgado por uma bolinha de desodorante roll-on, versão apresentada pela entidade.
“Quero saber realmente o que aconteceu com o meu filho. Como uma bolinha de desodorante pode ter matado ele?”, questiona.
Ao todo, cerca de 30 pessoas participaram do protesto. Os manifestantes levaram cartazes com reivindicações de paz e justiça e alguns exibiam fotos feitas pela família do adolescente com ferimentos na cabeça, braço, pescoço e com a mão quebrada, segundo informações transmitidas pela mãe do jovem.
O protesto teve início às 11h e ocorreu de maneira pacífica até por volta das 17h. Algumas mães que esperavam o horário da visita aos internos também participaram da manifestação.
“A única esperança que eu tenho para poder viver em paz é ter essa resposta. Meu filho estava pagando por tráfico, foi preso pela primeira vez, mas era um bom menino, um bom irmão, não era criminoso. Enquanto não me derem essa resposta os protestos vão continuar”, defende a mãe.
Conforme o jornal A Cidade divulgou na edição de terça-feira, dia 19 de agosto, a Polícia Civil de Ribeirão Preto e a Corregedoria da Fundação Casa vão investigar a morte do adolescente.
O jovem, que cumpria internação na unidade Rio Pardo, chegou com parada cardiorrespiratória à UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) da Vila Virgínia no início da tarde de sábado, 16 de agosto, e morreu logo em seguida.
A família do jovem não acredita na versão preliminar apresentada pela Fundação Casa para explicar a morte. A Prefeitura de Ribeirão Preto também contesta as informações passadas pela instituição em relação ao atendimento prestado a Fabricio e à causa de sua morte.
A reportagem do A Cidade tentou contato com a assessoria de imprensa da Fundação Casa ontem à tarde, mas ninguém atendeu ao telefone na sede da instituição, em São Paulo.