sexta-feira, 4 de abril de 2014

O CARANDIRU É AQUI

Nunca é demais relembrar: em 2 de outubro de 1992, mais de trezentos policiais militares invadiram a Casa de Detenção e exterminaram ao menos 111 homens desarmados e rendidos. Muitos sobreviventes e jornalistas presentes no dia afirmam que o número é subnotificado e que, na verdade, cerca de 250 homens foram executados. Foi a maior chacina da história do sistema prisional brasileiro.

Após quase 22 anos, encerrou-se, em primeira instância, o julgamento dos policiais envolvidos. Foram 77 policiais condenados no que é considerado o maior júri da história do tribunal paulista.

Pouca coisa, no entanto, muda com o desfecho provisório do processo do Massacre do Carandiru.

De um lado, é necessário sempre lembrar que Antônio Fleury Filho e Pedro Campos, mandantes do Massacre, não foram sequer processados, fato que respalda as autorizações para matar que até hoje governantes cedem aos policiais sob sua autoridade.

De outro lado, é importante reafirmar que esse Judiciário que condenou, duas décadas depois, e ainda em caráter provisório, parte dos policiais envolvidos com o Massacre do Carandiru é o mesmo Judiciário que, diariamente, condena centenas de jovens pobres e pretos ao cumprimento de longas penas em prisões superlotadas e degradantes e mantém presas provisoriamente quase 100 mil pessoas que sequer têm condenação definitiva.

Não é possível celebrar a suposta “justiça” desse Judiciário que, para além de chancelar o encarceramento seletivo e em massa, ignora as diversas denúncias de tortura contra presos e se esquiva, descaradamente, do dever de fiscalizar e de combater as condições degradantes das prisões paulistas.

Nada a celebrar diante do aumento de cerca 400% da população carcerária desde 1992, contra 30% da população em geral, e da multiplicação de famílias que, como os familiares dos exterminados na Casa de Detenção, são penalizadas junto com seus entes queridos presos e, na tentativa de ampará-los, são submetidos a diversas violações.

Esse mesmo Judiciário que aprisiona em massa, prevarica na atribuição de monitorar as condições materiais dos presídios e é conivente com a tortura, também faz vistas grossas às sistemáticas revistas vexatórias, violência sexual praticada contra mulheres e crianças que, com muito esforço, se deslocam por centenas de quilômetros para visitar seus parentes presos.

Desse modo, apesar da importância histórica do reconhecimento judicial, ainda que tardio, do Massacre do Carandiru, não nos iludimos com as possibilidades de construir justiça dentro do sistema penal, que é nítida e inescapavelmente voltado à manutenção e ao aprofundamento das desigualdades produzidas pelo sistema capitalista.

A longa caminhada pelo fim dos massacres é pavimentada, cada vez mais, pela convicção de que as lutas para incidir nas estruturas que permitem massacres como o do Carandiru não cabem nos tribunais.

Renovamos a nossa aposta de que a derrocada dessa ordem que se sustenta a partir do extermínio do povo pobre e negro, nos dois lados do muro, e no dia a dia, e da qual o Massacre do Carandiru é produto e expressão, somente se dará com a organização popular e autônoma para resistir e lutar contra esse Estado Penal e contra as classes abastadas que dele se valem para manter seus domínios.

REDE 2 DE OUTUBRO

PELO FIM DOS MASSACRES

POR UMA VIDA SEM GRADES E SEM OPRESSÕES

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Julgamento do Carandiru tem 73 PMs condenados por mortes de 77 presos

Do UOL, em São Paulo
Passados 21 anos desde o massacre do Carandiru e 12 meses de julgamento, 73 policiais militares foram condenados pelas mortes de 77 presos em 2 de outubro de 1992, data que marcou o pior episódio na história do sistema penitenciário brasileiro.
Dividido em quatro etapas por ter um grande número de réus e vítimas, o júri foi iniciado em abril de 2013 e terminou na noite desta quarta-feira (2), no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste da capital paulista). Cada fase do julgamento teve um grupo diferente de jurados e correspondeu a um dos quatro andares do pavilhão 9 da Casa de Detenção, onde 111 presos foram mortos quando a PM entrou no presídio para conter uma rebelião, em 1992.
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Massacre do Carandiru73 fotos

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2.ago.2013 - Plenário do Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, onde acontece o último dia da segunda parte do julgamento do massacre do Carandiru. São julgados os 25 PMs acusados da morte de 73 presos que estavam no terceiro pavimento da antiga Casa de Detenção. A sentença deve ser divulgada na madrugada deste sábado (03) Leia mais Reprodução

CARANDIRU E SEUS PERSONAGENS

  • Musa e madrinha do Carandiru, Rita Cadillac ainda encontra ex-detentos nas ruas de SP
  • Massacre do Carandiru foi um marco, mas cadeias ainda não recuperam presos, diz Drauzio Varella
O Ministério Público defendeu a tese de que os policiais militares agiram em grupo, não individualmente, com o objetivo de matar e que os presos não tiveram como reagir. A defesa, por sua vez, argumentou que era impossível provar que determinado réu matou determinada vítima porque nunca foi feito um exame de balística indicando de quais armas saíram os projéteis que acertaram os presos.
Os jurados aceitaram a proposta da promotoria e condenaram os PMs em todas as quatro etapas do julgamento.
Na primeira delas, em abril de 2013, 23 policiais militares foram condenados a 156 anos de prisão pelas mortes de 13 presos no primeiro andar (segundo pavimento) do pavilhão 9.
A segunda etapa, realizada em julho do ano passado, resultou na condenação de 25 PMs da Rota (tropa de elite da polícia paulista) a 624 anos de prisão pelas mortes de 52 homens no segundo andar (terceiro pavimento) do pavilhão.
Já em 2014, a etapa relacionada ao terceiro andar (quarto pavimento) chegou a ser iniciada em fevereiro, mas foi cancelada porque o advogado de defesa deixou o plenário durante o julgamento, o que levou à anulação dos trabalhos. Remarcado para esta semana, o júri foi concluído hoje com a condenação de 15 PMs do COE (Comando de Operações Especiais) a 48 anos de prisão pelas mortes de quatro detentos --constavam da acusação oito mortes e duas tentativas de homicídio, no total, mas a promotoria pediu que os réus fossem absolvidos de quatro dessas mortes, provocadas por armas brancas, e das duas tentativas de homicídio pois não haveria como associá-las à ação dos policiais.
A quarta etapa, relativa ao quarto andar (quinto pavimento) do pavilhão 9, acabou sendo realizada antes da terceira, em março deste ano, com a condenação de dez policiais militares a penas entre 94 e 104 anos de prisão pelas mortes de oito presos.
Todos os PMs ainda podem recorrer e permanecem em liberdade até que seja esgotada qualquer possibilidade de recurso na Justiça.
Das 111 mortes no Carandiru, 34 ficaram fora desse julgamento, considerado o maior da história do judiciário brasileiro. Cinco delas, provocadas por arma de fogo, seriam imputadas exclusivamente ao coronel Luiz Nakaharada, mas o policial militar morreu em dezembro de 2013, antes de ir a julgamento. As outras 29 (por armas brancas e armas de fogo) não tiveram a autoria reconhecida, não podendo, assim, ser atribuídas aos PMs que entraram no pavilhão 9 do Carandiru.

Julgamento do massacre do Carandiru - 13 vídeos

sábado, 29 de março de 2014

Desigualdade Racial e Segurança Publica

Famílias oficializam denúncia de violência na Fundação Casa


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Famílias oficializam denúncia de violência na Fundação Casa

http://spressosp.com.br/2014/03/familias-oficializam-denuncia-de-violencia-na-fundacao-casa/

Capital, Direitos Humanos, slider2, Zona Norte Nenhum Comentário 291
Segundo o documento, que será protocolado na Defensoria Pública, um dos adolescentes “teve seus dentes quebrados devido às agressões”; um interno morreu após fuga de unidade
Por Igor Carvalho
A Associação de Amigos e Familiares de Presos (Amparar) irá protocolar, nesta quinta-feira (27), na Defensoria Pública do Estado, uma denúncia de violação de direitos humanos na Fundação Casa. O SPressoSP teve acesso ao documento com exclusividade.
Segundo o grupo, as agressões aos internos começaram após uma fuga em massa no último dia 14 de março, na unidade Vila Maria, zona norte da capital. De acordo com a Amparar, 35 adolescentes fugiram. A Fundação Casa confirmou a fuga de 45 internos.
A Amparar afirma que dois adolescentes morreram afogados após se jogarem no rio Tietê para escapar. A Fundação Casa confirma a morte de um interno, que teve seu corpo encontrado pelos Bombeiros no último dia 18, no rio. Ainda estão foragidos, segundo a instituição, 29 jovens.
Os internos estariam, desde a tentativa de fuga, sofrendo agressões dos funcionários da Fundação Casa, segundo os familiares. No documento, o grupo afirma que há “um adolescente com ferimento na cabeça que necessita de atendimento médico com urgência, uma vez que não foi encaminhado ao pronto-socorro”.
Um adolescente (no documento consta o nome do interno, mas nesta matéria será ocultado) teve seus dentes quebrados devido às agressões que sofreu, segundo a denúncia. A Fundação Casa confirma que o interno quebrou os dentes, mas alega que foi consequência de uma queda na tentativa de fuga.
No documento que será protocolado na Defensoria consta, ainda, uma denúncia de maus-tratos na unidade feminina Chiquinha Gonzaga, antecipada pelo SPressoSP.

Justiça apura denúncia de tortura e morte de jovens na Fundação Casa

 

http://www.clicfolha.com.br/noticia/32822/justica-apura-denuncia-de-tortura-e-morte-de-jovens-na-fundacao-casa Estadão Conteúdo
O Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública do Estado apuram denúncia de tortura praticada por funcionários da Fundação Casa (ex-Febem) contra adolescentes, depois de recente tentativa de fuga. Os relatos são de espancamento a jovens do Complexo Vila Maria, na zona norte da capital - tanto os que ficaram quanto os que foram recapturados. Dois dos fugitivos foram encontrados mortos, boiando no Rio Tietê. A Fundação afirma que há duas sindicâncias abertas para apurar os fatos.
"Os adolescentes relatam severas agressões, que podem se caracterizar em maus-tratos ou torturas, perpetradas pelos agentes da Fundação, direcionadas especialmente às cabeças. Segundo relatos, há adolescentes com lesões aparentes, dentes quebrados e isolados 'em tranca' (isolados dos demais internos) depois disso", diz trecho da representação, feita pelo Coletivo de Advogados de Direitos Humanos (CADhu).
Pessoas ligadas às unidades afirmaram ao Estado que os internos que ficaram no complexo depois das fugas também foram vítimas de violência. Mas as agressões teriam se dirigido especialmente aos adolescentes que tentaram fugir.
As fugas ocorreram na madrugada dos dias 15 e 16. A primeira foi maior, com 37 menores que conseguiram escapar das unidades Nova Vida e Paulista, que fazem parte do complexo. Desses, sete foram recapturados, de acordo com a Fundação.
No caso seguinte, a fuga foi de cinco adolescentes que estavam na unidade Bela Vista. Dois dos internos estão foragidos. Um deles foi recapturado. Os dois restantes foram encontrados mortos no dia 18, boiando no Rio Tietê. Seus corpos foram retirados do rio pelos bombeiros.
Segundo relatos de funcionários, houve confronto entre servidores e detentos nas tentativas de fuga. Quatro agentes terminaram feridos. Um deles, atingido por um extintor de incêndio, ainda está internado.
Exemplo. "Pelos relatos que colhemos, os casos de tortura que existem na Fundação Casa, especialmente nesta unidade, são sistemáticos e vêm se intensificando ao longo dos anos. A fuga foi uma resposta a essa situação. Depois disso, como é de praxe na instituição, houve uma sessão severa de espancamento, na modalidade de tortura como submissão. Os torturados serviram de exemplo para os outros - como forma de tentar evitar novas fugas", disse a advogada Eloísa Machado, que faz parte do CADhu. "Além de fazermos a representação, despachamos com todos os órgãos acionados para cobrar providências", afirmou.
A representação dos advogados pede visita às unidades e apuração da morte - o texto fala do encontro de um corpo apenas e do desaparecimento de outro; a Fundação confirma que os dois estavam no Tietê. Organizações como Mães de Maio e Associação de Amigos e Familiares de Presos (Amparar) também acompanham o processo.
A juíza corregedora permanente da Fundação Casa do Tribunal de Justiça, Maria Elisa Silva Gabin, informou que apura os fatos e determinou inspeção judicial na unidade. Por meio da assessoria de imprensa do TJ, ela afirmou que já ouviu os diretores das unidades e também a presidente da Fundação Casa, Berenice Giannella.
O Ministério Público também investiga a denúncia. A reportagem não conseguiu confirmar quais ações foram tomadas pela Defensoria Pública.

sábado, 1 de março de 2014

Detentos são encontrados mortos em penitenciárias de SP

Detentos são encontrados mortos em penitenciárias de SP

  • Direto de Araçatuba
A secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo confirmou nesta sexta-feira que dois detentos que cumpriam pena em duas penitenciárias de Lavínia, no interior do Estado, foram encontrados mortos. As circunstâncias das mortes não foram esclarecidas, mas podem estar ligadas ao tráfico de drogas e ao acerto de contas. As duas penitenciárias são controladas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). 

As mortes ocorreram na tarde de terça-feira, na P-1, e na madrugada de quinta-feira, na P-2, mas só foram reveladas nesta sexta-feira. A SAP informou que abriu sindicância interna para apurar as causas e comunicou o fato à Polícia Civil e à Vara de Execuções Criminais.

Segundo nota distribuída pela secretaria, Odair José da Silva, que cumpria pena na P-2, morreu na terça-feira, quando, por volta das 13h, os presos do pavilhão avisaram os agentes que Silva precisava de atendimento com urgência, pois estaria passando mal. “Ele foi prontamente encaminhado ao setor de enfermaria, onde a médica de plantão constatou que ele não apresentava sinais vitais. O médico legista atestou a morte por causa indeterminada”, diz o comunicado da secretaria.

A outra morte ocorreu na madrugada de quinta-feira. O preso Luís Carlos Paschoal, que cumpria pena na P-1, estava sozinho numa das celas do pavilhão de enfermaria, quando foi encontrado morto. A SAP não doube informar os motivos da internação do detento, mas agentes disseram que ele teria passado mal na tarde anterior. A suspeita é que ele teria sido assassinado por colegas com o chamado "gatorade", o coquetel da morte, feito com uma mistura de cocaína, viagra e água. Segundo a SAP, o detento estava recolhido ao pavilhão, onde ele pernoitava sozinho. A certidão de óbito consta causa indeterminada e doença prévia, mas não explica qual doença seria essa.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pior presidio do país não faz revista íntima igual ao ABC


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 11:16 [Nenhum Comentário] 
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Cintia Alves
Fundação Casa de Santo André abriga 300 menores. Foto: Pedro Diogo
Com o total de cinco unidades da Fundação Casa em Santo André, São Bernardo e Mauá, o ABC, por iniciativa de órgãos do Poder Judiciário, de conselhos municipais e movimentos ligados aos Direitos Humanos, decidiu batalhar para extinguir o que considera uma medida vexatória e desnecessária: revistas íntimas em adolescentes internos e visitantes.
Na semana passada, o tema foi debatido em audiência pública no centro de Santo André, que abriga mais de 300 jovens nos dois prédios da entidade implantada pelo governo do Estado. Segundo o defensor público Marcelo Carneiro Novaes, dados apontam que as revistas íntimas feitas para tentar detectar a entrada de objetos proibidos (como drogas ou armas) no equipamento público podem acontecer, em média, sete vezes por dia.
"No sistema da Fundação Casa do ABC, entre janeiro de 2012 e o primeiro semestre de 2013, cerca de 820 mil revistas foram realizadas nos internos e visitantes", pontuou. "No mesmo período, não houve nenhuma apreensão de objetivos proibidos. Ou seja, esse volume exagerado de revistas é desnecessário", completou.
Segundo o especialista, no sistema prisional de grande porte, a revista íntima só acontece em casos de deslocamentos externos dos detentos. "Na Fundação Casa, qualquer passagem interna requer revistas. É abusivo. O sujeito sai com a cabeça esfacelada por passar por tanto constrangimento. O pior presídio do País não faz revistas como no ABC", analisou.
As revistas são praticadas segundo definição do regimento interno da Fundação Casa. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santo André, que também encabeça a movimentação pelo fim do procedimento, coleta há anos queixas e denúncias de visitantes e internos que têm seus órgãos genitais expostos durante a fiscalização. Ao RD, a presidente do núcleo, Maria Inês da Costa, relatou um dos episódios que marcou sua atuação profissional.
"Eu atendi uma senhora de 68 anos, do Jardim Cristiane, que sofria de problemas de saúde, como obesidade. Ela mal conseguia se abaixar, mas passava pela revista para visitar o neto, hoje com 18 anos, já afastado da Fundação Casa. Ela dizia que não tinha nada mais vergonhoso do que passar por aquela situação", contou a assistente social.
Maria Inês e o defensor Novaes adotaram discurso uníssono quanto ao fim das vistorias. "Quanto aos adolescentes, a direção da Fundação Casa tem de tomar consciência e acabar com as revistas. Já para os visitantes, o certo é investir em tecnologia, como scanners utilizados em aeroportos. Isso porque há estudos que apontam que se a mulher quiser entrar com item introduzido na genitália, a revista não vai impedir. A revista só é parte de uma cultura de submissão do adolescente sentenciado e de suplício para a família que o visita", sustentou Novaes.
O grupo agora pretende expandir a discussão para as demais cidades do ABC que possuem unidade da Fundação Casa. Além disso, já enviaram carta de apoio e buscam assinaturas favoráveis a projeto que tramita no Congresso acerca de regulamentação das revistas íntimas. Na audiência, o deputado José Bittencourt (PSD), apresentou a minuta de projeto de lei (PL 797) para acabar com o procedimento. Já o deputado Adriano Diogo (PT) se comprometeu a convocar audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado.
O Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que reúne os sete prefeitos da região, também deve ser acionado pelo movimento. "Achamos que o espaço para articular essas decisões é o Consórcio Intermunicipal, pelo peso que tem nas questões políticas. É o que digo sempre: o ABC tem de servir de laboratório para o resto do Estado. E nós já estamos saindo na frente com essa discussão sobre a Fundação Casa", frisou Novaes.
As visitas acontecem, oficialmente, nas tardes de sábado e domingo.
Até o fechamento desta edição, a Fundação Casa não se posicionou sobre o assunto.